março 21, 2026

Mercado Oriental de Lisboa: um lado escondido que vale a descoberta

Lisboa tem camadas. Algumas são óbvias — os miradouros, os elétricos, os cafés históricos. Outras ficam mais escondidas, quase como segredos que a cidade guarda para quem decide explorar um pouco além.

Foi assim que chegamos ao Mercado Oriental.

No Martim Moniz, esse espaço concentra uma experiência inteira em um único lugar. Instalado no topo de um supermercado que mistura produtos asiáticos com referências portuguesas, o Mercado Oriental reúne diferentes cozinhas asiáticas funcionando como uma praça de alimentação — várias cozinhas, várias histórias, todas partilhando as mesmas mesas.

Ali, a experiência começa no prato.

Você escolhe entre diferentes tradições, experimenta, compara, mistura. Do bao de caranguejo casca mole no Bao Bar ao pho vietnamita do Mint House, passando pelo bibimbap coreano do K-Bob ou pela minchi da Taberna Macau, cada escolha leva para um lugar diferente da Ásia — sem sair do mesmo espaço. A cozinha japonesa aparece no Sushi House e no Kamakura, enquanto o Cantinho do Cheff oferece um contraponto com sabores portugueses.

Há algo de muito espontâneo nisso tudo. Uma certa desorganização viva, barulhenta, que lembra — ainda que à sua maneira — os hawker centres asiáticos, espaços onde diferentes bancas de comida convivem sob o mesmo teto, partilham mesas e mantêm o espírito da street food.

    

então, quase naturalmente, vem o segundo momento.

Descendo ao supermercado, aquilo que você acabou de provar começa a se revelar. Os ingredientes aparecem nas prateleiras, os sabores ganham nome, textura, possibilidade. O que antes parecia distante se aproxima.

Essa continuidade é o que torna o Mercado Oriental tão interessante.

Não é apenas um lugar para comer, nem apenas um lugar para comprar. É um espaço onde provar e entender caminham juntos — e onde a curiosidade se transforma, quase sem perceber, em vontade de cozinhar.

 

O Mercado Oriental não é sobre tendência, nem sobre um lugar “do momento”. É sobre repertório. Sobre ampliar o olhar, experimentar, entender e levar novas ideias para dentro da própria cozinha.

No fim, fica aquela sensação de descoberta. De ter encontrado um pedaço escondido da cidade — e, junto com ele, novas possibilidades de cozinhar, provar e explorar.

🎬 Se quiser ver de perto essa experiência — do prato à prateleira — vem comigo no vídeo.